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Qual é
a importância do voto do aposentado para Reitor?
É possível reverter a situação
na UFJF em que hoje o aposentado fica excluído
da consulta à comunidade? |
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“Eu lamento
a nossa cultura de excluir dos aposentados considerando-os
incapazes. Eles têm mais condições
de escolher um dirigente devido aos seus conhecimentos,
sua sabedoria e maturidade. Podemos reverter a situação
e estamos dando os primeiros passos. Tenho certeza que,
na eleição de 2010, todos os aposentados
da UFJF votarão. Se todas as pessoas da ativa votam
por que não os aposentados? Não concordo
com nenhuma exclusão. Se no passado eles escolhiam
o reitor, por que houve essa decadência social?
É uma questão não só da vida
da universidade como de toda a sociedade. É um
problema de cidadania”.
Rita Helena Osório Martins
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“A participação
do aposentado na consulta que é feita para escolher
o reitor é um sonho antigo. Em outras gestões,
em que eu era do conselho universitário, batalhei
muito para que tivesse um final feliz, mas infelizmente
foi vencido na época. Agora é um sonho que
pretendemos tornar realidade. Tudo o que eu puder fazer
vou colocar à disposição para que isso
aconteça já nessa próxima gestão.
Acho que o voto do aposentado é uma prova que nós
não nos desligamos da universidade. Temos um cordão
umbilical que não foi cortado. As administrações,
talvez por questões políticas, acham que nós
já estamos fora do processo, mas eu acredito que
não. Estou aposentado há mais de vinte anos
e continuo na militância participando de várias
atividades que a universidade tem promovido”.
Ricardo Bonfante
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“Acho
uma discriminação o que acontece. Por que
quando estamos trabalhando estamos vivos e depois que aposentamos
morremos? Somos desconsiderados? Acho uma coisa muito injusta,
nunca tivemos essa oportunidade. Com certeza acho que é
possível reverter. Estamos num país civilizado
e o mesmo direito que tem o da ativa o aposentado deve ter.
Essa oportunidade só surge se reivindicarmos o direito
de voto. O voto do aposentado é importante porque
ele é um conhecedor da área, das necessidades.
O novato não tem o conhecimento, mas também
tem o direito do voto”.
Hugo Soares |
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“Nós,
como aposentados, deveríamos ter uma participação
mais efetiva dentro do órgão público
que é a UFJF. Quando aposentamos ficamos descartados.
Pelo tempo de serviço que praticamos dentro da universidade
deveríamos ter um mérito maior. Aliás
isso acontece com todos os aposentados em nível nacional.
O INSS é um dos que fazem a restrição.
Eu acho muito válido que participemos também.
Se a universidade existe é porque nós, trabalhadores,
lutamos por isso. Hoje já temos uma evolução
muito grande, mas temos que ter mais. É possível
reverter a situação. É muito bom quando
vemos a participação do aposentado na escolha
para reitor, é uma coisa que devemos elogiar muito.
Os órgãos da universidade poderiam dar um
pouco mais de assistência ao aposentado, afinal somos
uma família, não podemos nos esquecer. Temos
filhos na universidade e somos uma geração.
Por isso espero participar do próximo processo”.
João Francisco de Freitas |
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“Será
uma realidade muito boa poder participar da escolha para
Reitor, porque atualmente sentimos que acabamos para a universidade
depois de aposentados. Então, ao adquirir esse direito,
vai ser excelente para o aposentado. É possível
reverter com muita luta e sei que conseguiremos. Pelo conhecimento
e pela vivência que o aposentado teve dentro da universidade,
seu o voto é muito significativo para os próximos
Reitores”.
Silvestre
dos Santos |
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“Penso
que participar da escolha para Reitor é uma forma
muito importante do aposentado se integrar à comunidade
acadêmica. Porque ele, embora aposentado, está
no dia-a-dia da universidade. Ele é contato para
tudo e os seus atos ficam aqui registrados. Então
acho que é uma condição natural que
o aposentado vote também para Reitor. É comum
dizermos que a comunidade é formada por professores,
alunos e funcionários, mas estão sempre esquecendo
do aposentado, que deve também integrar a comunidade.
É uma reivindicação natural, acredito
que nada pode contrariar essa nossa pretensão. O
aposentado também quer buscar seus interesses através
do voto para reitor. É uma forma de fazer política
do aposentado e dele ter a sua função política
também”.
Nilson
Fontes de Oliveira |
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“Assim
como outras questões relativas à vida universitária,
excluir o aposentado compromete uma responsabilidade que
o administrador tem com ele, que é um trabalhador
ainda. Só deixa de ser um servidor ativo para ser
aposentado, mas ainda sim ativo. E aí a universidade
esquece que ele existe. Com isso defendemos que, entre outras
políticas que devem ser tratadas para o aposentado,
inclusive com a preparação para a aposentadoria,
que ele deva participar da vida política da universidade,
inclusive da escolha do seu administrador. Acredito que
é possível reverter porque, em primeiro lugar,
estamos num período em que prevalece a democracia
e o aposentado também está se conscientizando
do seu valor junto à instituição. Pra
universidade vai ser um voto qualificado, porque é
uma pessoa que teve toda a sua vida envolvida com a universidade.
Ao mesmo tempo, influencia no comprometimento dos futuros
administradores com o aposentado e sua luta. Para o aposentado
vai haver uma integração e, com isso, ele
terá condições de buscar um parceiro
junto ao congresso, ao governo federal, ou mesmo à
Andifes”.
Aluisio da Silva |
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