Para
quem diz que a greve não dá em nada, veja
no que deu Não
adianta se iludir. Os trabalhadores não ganham
nada de graça. Têm que se organizar, fazer
a luta, ir para a greve. Bonzinho, só o Papai
Noel. Basta se lembrar de alguns ganhos dos técnicos-administrativos
das universidades para comprovar que nada veio de graça.
E a diferença entre o que queremos e o que recebemos
depende do tamanho da luta. O governo mede a temperatura
dos trabalhadores e recua ou avança, dependendo
do calor da organização. Muita coisa pela
qual lutamos ficou perdida no caminho. Mas muita coisa
apareceu direto no contracheque ou na rotina de trabalho.
Às vezes, o ganho não aparece porque o
objetivo era justamente esse, não deixar aparecer.
É o caso das várias tentativas de privatização
da Universidade. A vitória dos trabalhadores
está no fato de que ela não aconteceu.
Mas outras vitórias, mostradas abaixo, aparecem
bem, e PARA TODOS. Veja os ganhos:
2004 - Reestruturação
da tabela dos servidores técnico-administrativos
em educação, com incorporação
de gratificações, step (degrau entre os
vencimentos) único de 3% e piso salarial de R$
701,00
2003 - Elaboração
da PEC paralela da reforma da Previdência, que
minimizou o impacto sobre os trabalhadores públicos
2001 - Incorporação
da GAE ao vencimento-base para ativos e aposentados,
reajuste de 3,5% e engavetamento do projeto de lei de
Emprego Público (que previa contratação
pela CLT) e do projeto que privatizava até 25%
dos leitos e todo atendimento do HU
2000 - Impedimento do projeto
de autonomia universitária do MEC
1998 - Retirada, do Congresso
Nacional, da PEC 370, que desresponsabilizaria o governo
de parte do investimento nas universidades, autorizando
a busca de financiamento na iniciativa priavada e a
cobrança de mensalidades dos estudantes
1994 - STF decide que SPFs
têm direito à greve, mediante regulamentação
pelo Congresso Nacional
1993 - Garantia, em lei,
do vale-alimentação
1991 - Reajuste geral de
20%
1989 - Contratação
de 1.340 STAs e reconhecimento do direito à aposentadoria
integral
1987 - Criação
do PUCRCE, unificando o regime jurídico das autarquias
e fundações
1986
Reajuste de 75,06% e liberação de 60 bilhões
de cruzeiros para as universidades
1983 - Reconhecimento da
educação superior como serviço
público federal
1982 - Recuo do governo
na implantação do ensino pago nas IFES
e no projeto de transformação das universidades
autárquicas em fundações
1981 - Recuo do governo
federal em transformar as universidades autárquicas
em fundações
1980 - Reajuste de 82,25%