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No
primeiro dia, antes de partir para a apresentação
dos conteúdos e discussões, Molina
propôs uma dinâmica de grupo. Os participantes
se dividiram em duplas, entrevistaram um ao outro
e depois cada um apresentou o colega da dupla para
os demais. |
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Para
começar o trabalho de formação, Molina
falou sobre o modo de produção capitalista
e o surgimento do trabalho assalariado. Seguindo o raciocínio,
ele apresentou os motivos pelos quais os sindicatos foram
formados e o papel desempenhado por eles. “Quanto mais
se explora o trabalhador, mais o lucro aumenta e quem
explora acumula o lucro. O excedente é o que não
foi pago ao trabalhador”, define. “Quanto mais o sistema
acumula riqueza, lucro privado, mais eles apertam a guilhotina
no pescoço do trabalhador. Como reagimos? Aí
entra o debate da organização política”,
acrescenta o professor, que ainda exibiu um vídeo
com cenas das lutas dos trabalhadores no Brasil e no mundo.
Em
sequência, Molina falou a respeito da Revolução
Industrial e seus desdobramentos, entre eles, a divisão
social do trabalho. Ele também mencionou as ideias
anarquistas e comunistas surgidas a partir de então,
que buscavam a consciência de classe de forma a
lutar contra a alienação dos trabalhadores.
No
segundo dia de curso, o palestrante destacou a história
do sindicalismo no Brasil e como a organização
dos trabalhadores começou após os 388 anos
de escravidão oficial. Já no início
da industrialização e urbanização
do país, foi criada uma legislação
trabalhista, porém com o controle dos sindicatos
por parte do Estado. Este ficou conhecido como “velho-sindicalismo”,
prática advinda da política de Getúlio
Vargas. O sindicalismo no Brasil enfrentou sempre o dilema
de definir o seu papel: se é para negociar a relação
entre capital e trabalho ou para fazer a revolução,
segundo disse o professor. “O papel do sindicato é
para além da condição de trabalho.
Nesse sentido, o sindicato vai para além da luta
salarial. Mas sindicato que faz a luta geral e não
faz a luta especifica não representa ninguém,
perde a referência e o contato com a base. Tem que
ter uma perna na mudança social e a outra na mudança
salarial”, conclui o professor.
“Um
monte de pessoas ‘sem’ pode estar buscando respostas em
nós”, conclui o professor
Depois
de falar sobre o momento de retomada do movimento sindical,
conhecido como “novo-sindicalismo” da década de
1980, Molina ressaltou que a política neoliberal
instalou a ideologia anti-sindical na sociedade e aumentou
as diferenças entre ricos e pobres. “O capitalismo
neoliberal não está preocupado com a distribuição
de renda e sim com a acumulação de lucro
e concentração de riqueza”, afirma. Por
isso, o professor chamou a atenção de todos
para o papel dos sindicatos no atual contexto. “O que
vamos fazer com os sem teto, sem terra, sem escolas, sem
saúde, sem representação, sem direito,
sem futuro? Um monte de pessoas ‘sem’ pode estar buscando
respostas em nós”, conclui.
A
pedido dos participantes, Molina não abordou o
tema sobre oratória e técnicas para os sindicalistas
e, como último tópico do curso, ele falou
sobre as centrais sindicais. O professor mencionou como
se deu a fundação e organização
das centrais, assim como o reconhecimento legal destas
entidades no Brasil. Em sua fala, Molina também
abordou a discussão sobre o imposto sindical e
abriu o debate com os participantes sobre a questão
da fragmentação do movimento existente hoje
no Brasil, já que são sete as centrais que
disputam espaço.
Confira
também:
Apresentação
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Apresentação
apostila palestra
Galeria
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