Repactuação
do Plano Petros garante mais um ganho real aos aposentados
26.07.2010
- Imprensa da FUP
Os aposentados e pensionistas
do Plano Petros que repactuaram recebem agora em julho
mais 1,49% de reajuste na parcela do INSS, garantindo,
assim, mais um ganho real em seus benefícios. O
pagamento é referente à diferença
entre o reajuste de 6,14%, que o INSS já havia
feito em janeiro, e os 7,72% sancionados pelo presidente
Lula no mês passado para os benefícios acima
de um salário mínimo.
Quem repactuou receberá na íntegra o reajuste
de 1,49% sobre a parcela do INSS, mais a diferença
retroativa a janeiro, sem reduções por parte
da Petros. Já os aposentados e pensionistas que
não repactuaram continuam sofrendo prejuízos,
pois a Petros reduz do benefício o valor do aumento
aplicado na parcela do INSS.
A desvinculação foi uma das conquistas do
Acordo de Obrigações Recíprocas feito
pela FUP e sindicatos com a Petros e a Petrobrás,
que garantiu aportes de mais de R$ 6 bilhões para
o Plano Petros, tornando-o estável e superavitário.
Em 2009, o plano registrou um superávit histórico
de R$ 1,8 bilhão, após anos a fio fechando
no vermelho.
Desvinculação
corrigiu distorções
A repactuação do Plano Petros garantiu aos
aposentados e pensionistas segurança e autonomia
em relação ao reajuste de seus benefícios.
A desvinculação à tabela da ativa
corrigiu uma série de distorções
criadas pela Petrobrás e intensificadas com o fim
da política salarial, a partir de 1994. A empresa
passou a implementar uma política de arrocho salarial
e remuneração variável, através
de mecanismos como abonos, PLR e níveis, criando
um fosso entre aposentados e trabalhadores da ativa. Enquanto
algumas entidades continuam até hoje iludindo os
aposentados e pensionistas com discursos demagógicos
e sectários, a FUP e seus sindicatos foram à
luta e garantiram, através da repactuação,
segurança e estabilidade aos assistidos do Plano
Petros.
Reajuste permanente
A CUT e outras centrais sindicais negociaram com o governo
uma política permanente de valorização
dos benefícios dos aposentados e pensionistas do
INSS, nos mesmos moldes do que foi conquistado em relação
ao salário mínimo. Portanto, o reajuste
deste ano de 7,72% é a primeira vitória
neste sentido. O acordo negociado pelas centrais foi amplo
e vai além de 2010, prevendo para os próximos
anos reposição da inflação,
mais 50% da variação positiva do PIB para
todas as aposentadorias acima do mínimo. Além
disso, o acordo garante a constituição de
uma mesa de negociação para tratar de assuntos
de interesse dos idosos, como políticas públicas
específicas de transporte, medicamentos, turismo
e assistência médica, entre outros benefícios.
