Respeito ao movimento
sindical
CUT-MG 08/07/2010
CUT
e centrais buscam apoio contra práticas antissindicais
em Minas Gerais
A CUT-MG e demais
centrais sindicais se reuniram na tarde desta quarta-feira
(7) com integrantes do Conselho Estadual de Defesa dos
Direitos Humanos (CONEDH), na sede do órgão,
no terceiro andar do Edifício Maletta, no Centro
de Belo Horizonte, para discutir e definir ações
contra a judicialização dos movimentos sindicais
e sociais em Minas Gerais.Os dirigentes das centrais foram
recebidos por Elmício José Lacerda Vilaça,
membro do Colegiado do Curso de Direito da PUC-Minas/Contagem
e do CONEDH, e apresentar denúncias contra a repressão
às práticas sindicais por parte do Governo
Estadual, da Justiça e da Polícia Militar.
“Fizemos uma apresentação,
de maneira informal, dos ambientes que estão sendo
colocados para os movimentos sociais quanto às
práticas antissindicais, as violências do
Estado, da Justiça e do aparato militar”, diz Carlos
Magno de Freitas, secretário-geral da CUT-MG.
Na reunião,
as Centrais conheceram a estrutura do Conselho, que é
formado por pessoas ligadas à Secretaria de Estado
de Defesa Social, ao Comando da Polícia Militar
e à Ordem dos Advogados do Brasil, Seção
Minas Gerais (OAB/MG).
De acordo com Carlos
Magno, as Centrais foram orientadas a apresentar ao CONEDH
um documento formal, com o registro de todas as denúncias
de práticas antissociais. Na reunião do
dia 12, próxima segunda-feira, as Centrais vão
debater a construção do documento, que será
subscrito por todas as entidades.
“Vamos levantar as
ocorrências de repressão à atividade
sindical, por isso os sindicatos devem nos enviar cópias
de boletins de ocorrência, exames de corpo de delito
ou de processos movidos contra as práticas antissindicais,
para que o documento seja bem fundamentado”, analisa Carlos
Magno.
Elmício Vilaça
disse que, de posse do documento, o CONEDH agendaria um
debate sobre o tema em uma de suas reuniões. Já
ficou definido que integrantes do CONEDH vão participar
da reunião das Centrais como observadores. Eles
também estarão na audiência agendada
no dia 13 de julho, próxima terça-feira,
às 14 horas, com a doutora Emília Fatini,
do Tribunal Regional do Trabalho, na sala do Núcleo
de Conciliação.
Para o secretário-geral
da CUT-MG, a reunião no CONEDH mostrou que as Centrais,
os sindicatos e os movimentos sociais enfrentam o mesmo
problema, mas com ações individualizadas
e fragilizadas. “Vimos a necessidade da união e
de uma estratégia articulada para combater e prevenir
o tratamento violento que os movimentos sociais vem sofrendo
no Estado.”
Uma das idéias,
que poderiam ser colocadas em prática, seria a
participação de um membro do CONEDH em assembleias,
panfletagens e manifestações convocadas
pelos sindicatos e movimentos sociais. “Como no Conselho
tem representantes da Secretaria de Estado de Defesa Social,
da Polícia Militar e da OAB, com a presença
deles talvez pudéssemos coibir a violência
policial, caso o Estado convoque o aparato repressor,
alegando razões de segurança”, exemplifica
Carlos Magno.
Depois de apresentar
o documento ao CONEDH, segundo o secretário-geral
da CUT-MG, as Centrais pretendem retomar o debate sobre
a linha de ação a ser adotada. “Queremos
nos articular com o CONEDH, a Organização
Internacional do Trabalho, a Organização
Mundial da Saúde, a OAB e outras instituições
para dar um basta nas práticas antissindicais e
a judicialização dos movimentos sociais
em Minas Gerais.”