Os
trabalhadores realizaram na manhã do dia 20 de agosto,
no anfiteatro da Faculdade de Comunicação
Social, uma assembleia geral para a escolha dos delegados
que representarão a base do Sintufejuf na Plenária
Nacional dos dias 3 e 4 de setembro. Paulo Dimas de Castro,
indicado pela direção, foi referendado pela
base. Foram eleitos ainda Rogério da Silva e Helcio
de Abreu Brandão pela base. Nilza Lino Silva se candidatou
e ficou na suplência.
Após a votação, os técnico-administrativos
Joel João de Souza, José Pedro de Paula e
Moacyr do Valle Júnior apresentaram seus relatos
e avaliações sobre o XIX Seminário
Nacional de Segurança Pública das Instituições
Públicas de Ensino.
Joel disse que o vigilante, embora não sendo reconhecido
pelas administrações, exerce a segurança
pública dentro das universidades, que se tornaram
grandes cidades. Ele ressaltou ainda que os vigilantes estão
adoecendo, se aposentando e não há interesse
em suprir essa demanda e então deixou o apelo a uma
luta nacional da categoria pela abertura de concurso público
para vigilantes.
José Pedro afirmou que vê avanços ao
longo dos anos de realização do seminário
nacional. Destacou que, em Recife-PE, há um técnico-administrativo
em educação que é diretor de segurança
institucional considerando o fato gratificante para os trabalhadores.
Ele destacou que será realizado um seminário
interno sobre a segurança e os trabalhadores da vigilância
na UFJF e apresentou Moacyr como o representante eleito
para coordenação regional do próximo
evento.
Moacyr comunicou aos presentes reuniu pareceres comprovando
a validade do concurso público para vigilante, demonstrando
que o cargo não está extinto, e os entregou
à Pró-Reitoria de Recursos Humanos e Assessoria
Jurídica da universidade. Ele destacou que os projetos
de lei em tramitação no Congresso Nacional
sobre o adicional de risco de vida para vigilantes avançam.
Moacyr cobrou uma postura mais ativa da Fasubra em relação
às lutas dos vigilantes e mais participação
sobre as discussões deste tema. Ele solicitou aos
três delegados eleitos para que façam a cobrança
na Plenária. O vigilante disse ainda que é
grande a exposição aos riscos e lembrou que
houve tiroteio e morte na semana passada próximo
ao Museu de Arte Murilo Mendes da UFJF, onde haviam vigilantes.
Em seguida, Janemar Melandre informou aos presentes as principais
deliberações da plenária realizada
em junho. Ela falou sobre o andamento da racionalização,
campanha salarial 2011 (e o fato de não terem nada
garantido pelo governo), reposicionamento dos aposentados,
devolução do VBC e luta pela ascensão
funcional. Janemar citou também o REHUF, pauta da
Plenária. Ela comunicou que já foi enviado
ofício ao reitor e ao diretor do hospital reivindicando
espaço para o técnico-administrativo em educação
na comissão consultiva do REHUF.
Análise
da conjuntura
Foi ponto de pauta da assembleia do dia 20 a análise
de conjuntura. Para começar, Fabrício Linhares,
servidor do último concurso da UFJF, comunicou aos
presentes que a oferta de mestrado para servidores restringe
a participação dos novos servidores (em estágio
probatório), pois uma portaria da UFJF proíbe.
Pela direção, Paulo Dimas e Sebastião
Girardi disseram que foram procurados por outros servidores
pelo mesmo motivo e sugeriram que as pessoas se inscrevessem
e depois discutiriam a luta pela vaga. Girardi ressaltou
que a mesma luta é a da incorporação
dos 3.17%, já que a luta é contra categorias
diferenciadas, com pessoas no direito à incorporações
e outras não.
Em sua análise, Aluisio da Silva resgatou que em
1993 um programa de desenvolvimento de pessoal foi apresentado
através da luta de dois companheiros e desde então
outras pessoas chegaram e hoje na CIS também foi
feito o trabalho. Disse para a categoria abraçar
essa causa do mestrado, tudo dentro de uma luta coletiva.
Sobre as fundações (em virtude do acórdão
do TCU), Aluisio declarou que é triste vermos a exposição
da universidade. O sindicato já luta contra isso
desde 1997, segundo ele, quando as fundações
começaram a contratar pessoas.
Paulo Edson disse não acreditar na desonestidade
pessoal dos professores citados no acórdão
e cobrou resposta da administração para o
que foi publicado no jornal JF Hoje sobre a Fadepe. Disse
que as medidas administrativas cabíveis são:
dizer não ao nepotismo e aos professores que largam
alunos e vão trabalhar na Fedepe. Ele defendeu ainda
que a questão das fundações é
culpa do governo federal.
Rogério da Silva parabenizou Fabrício pela
participação, por ter procurado o respaldo
da categoria em sua instância de reivindicação.
Sobre concurso público, Rogério lembrou que
toda a classe nos níveis “A” e “B” tem passado pelo
problema, não só os vigilantes. Ressaltou
que a autonomia das universidades e a “superuniversidade’’
tem que ser pauta de discussão da categoria, pois
ainda não se sabe quais são as mudanças.
Girardi diz que Moacyr fez um projeto muito bom e defendeu
que a universidade tem condições de repor
o quadro. Ele lembrou que a discussão do técnico-administrativo
equivalente partiu de Juiz de Fora. Sobre a superiuniversidade,
Girardi resgatou que no passado existiu o Fórum das
Mineiras, em que havia a luta por direitos iguais e melhorias
numa discussão regional. Ressaltou que é hora
de voltar a cobrar a isonomia entre os trabalhadores das
universidades. Sobre as fundações, Girardi
disse que a normatização foi feita foi com
bons olhos e o Ministério Público vai determinar
o que é apoio e o que não é. Ele comentou
que a privatização das universidades se faz
também através do desmonte.
Paulo Dimas afirmou que a qualificação é
uma forma de avançar na carreira. Quanto à
superuniversidade, ele disse que a imprensa local procura
o sindicato para buscar uma posição oficial
e a resposta dada é que não há posição.
Não teve votação dentro do conselho
superior da UFJF e o sindicato vai fazer debates sobre o
assunto. O dirigente mencionou que funcionários do
quadro trabalham para fundação e tem que haver
cuidado ao tratar do tema, pois há pessoas omissas
e que usam a greve para trabalhar na fundação.
Paulo Dimas também falou de que foi encontrado um
papel na secretaria da Faculdade de Engenharia sobra a ação
dos 3,17%, sem qualquer assinatura do sindicato. Mencionou
que qualquer comunicado do sindicato tem sua logomarca,
sua identificação, portanto os trabalhadores
devem procurar o que é informação oficial.
Geraldo Nunes disse que filiação sindical
é algo de preocupação. Não adianta
muito se filiar sem ter a consciência política
sem emoção. Defendeu que trabalhadores e entidades
representativas devem defender a universidade e não
ficar apenas olhando o que acontece.
O técnico-administrativo em educação
e Pró-reitor Adjunto de Recursos Humanos, Sebastião
Júnior, sugeriu a realização de seminário
sobre a autonomia universitária e formação
de uma comissão para discutir a questão do
mestrado. A Comissão foi formada no final da assembleia
pelos trabalhadores: Fabrício Linhares, Paulo Dimas,
Sebastião Girardi, Rogério da Silva e Paulo
Edson.
Informes:
-
Ricardo Bonfante e Julimar Franco tomaram posse como membros
titulares da CIS/UFJF em substituição a Ivan
Adriano Ribeiro e Maria Aparecida Neto, que saíram
da Comissão.
-
O Sintufejuf participou do curso de formação
sindical com Helder Molina, promovido pelo Sindicato dos
Agentes de Saúde e de Endemias de Juiz de Fora.
-
Ação dos 3,17%: Passou pela AGU junto à
UFJF, que deu o “de acordo” para os cálculos. Segundo
disse para a assembleia o Pró-Reitor Adjunto de Recursos
Humanos e técnico-administrativo em educação,
Sebastião Marsicano Júnior, no dia 20/08 mesmo
a instituição devolveria o processo à
Justiça Federal. De acordo com ele, a Justiça
faz a atualização de cálculos e providencia
os pagamentos. Portanto só falta o encerramento por
parte da Justiça Federal.
-
Incorporação dos índices: Sebastião
Júnior disse que a UFJF pleiteou em Brasília
a incorporação administrativa dos 28% e dos
3,17%, mas o Ministério do Planejamento alegou que
não é possível incorporar administrativamente.
O SIAPE amarra o processo; é preciso encaminhar para
Brasília para que o governo concorde ou não
com o pagamento.
-
Reposicionamento dos aposentados: A Comissão para
o Reposicionamento trabalhou dentro da lei, há portaria
publicada internamente e quando a administração
da UFJF foi lançar no SIAPE não conseguiu
mexer em nada, segundo disse o Pró-Reitor Adjunto.
Várias universidades passaram os aposentados para
último nível e reitores estão sofrendo
penalidades. Por isso o sistema foi travado. Segundo ele,
em Brasília, foi pedido que se montasse um processo
embasando a situação dos aposentados da UFJF.
-
Reajuste do plano de saúde: Semana passada foi fechada
a negociação com a Unimed Juiz de Fora. De
acordo com o pró-Reitor Adjunto será mais
um ano sem reajuste para o servidor. Quem tem plano co-participativo
teve reajuste de 6,73 que é o índice da ANS,
obrigatório. A tabela de co-participação
foi reajustada em 6,73 e os agregados da mesma forma.
-
Exames suplementares: estão estagnados porque até
então foram uma benesse que a Unimed JF fez. Agora
é preciso fazer licitação de uma empresa
específica para fazer os exames dos servidores, de
acordo com o Pró-Reitor.
- Os nossos colegas Wildisney Alonso, internado no Hospital
Dr.João Felício, e Sérgio Ricardo Silva
(advogado do Sintufejuf), internado na Santa Casa de Misericórdia,
necessitam de doação de sangue. Quem puder
ajudar basta ir ao Hemominas, na Rua Barão de Cataguases,
s/n, esq. com a Av. Rio Branco, no horário de 7:00
às 18:30h (segundas a sextas-feiras) e de 7:00 às
11:00h (sábados) e fazer a doação em
nome dos colegas Alonso e Sérgio.
Diretoria Executiva do Sintufejuf

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