TAEs suspendem a greve e mantém mobilizados contra a Reforma da Previdência | SINTUFEJUF

TAEs suspendem a greve e mantém mobilizados contra a Reforma da Previdência

Completando 37 dias paralisados, os técnico-administrativos em educação da UFJF, reunidos em assembleia na manhã de hoje, 18 de dezembro, decidiram seguir a orientação do Comando Nacional de Greve (CNG) da Federação de Sindicato de Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação das Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) de suspensão unificada da greve, com retorno das atividades amanhã, dia 19. Já no campus avançado de Governador Valadares, a assembleia está marcada para o dia 19, quando decidirão sobre a suapensão da greve, conforme orientação do CNG.

As assembleias que ocorreriam na quarta-feira (20) foram antecipadas devido à orientação do CNG. No Informe de Greve da última sexta-feira, 15 de dezembro, o CNG avaliou, que a decisão das entidades de base em manter a greve na última semana era motivada pela pressão contra a Reforma da Previdência, uma das principais pautas do eixo geral da greve da Fasubra. Porém diante da afirmação no dia 14 de dezembro, do Presidente da Câmara Rodrigo Maia de que a votação somente ocorreria em fevereiro de 2018, e não mais em 2017, e considerando a vitória de não ser mais colocada em pauta este ano a Carreira dos servidores no congresso, o comando entendeu que o movimento paredista cumpriu o seu papel. No entanto, o CNG aponta a necessidade da categoria se manter vigilante, uma vez que o presidente da câmara continua o processo de convencimento dos parlamentares para votar contra a classe trabalhadora, com data marcada para o dia 05 de fevereiro. Para isso será mantida a caça aos deputados nos estados durante o período de recesso na câmara, pressionar a ANDIFES para que não haja punição, onde houver ameaças, realizar atos no dia da leitura do texto pelo relator (05/02); realizar manifestações no período do carnaval para dialogar com população (criar blocos carnavalescos) e Atos no dia da votação da reforma (12/02).

Outro ponto importante destacado no Informe de Greve trata do descumprimento do governo em relação ao termo de acordo de greve firmado com a Fasubra em 2015.

Para a coordenadora geral do Sintufejuf, Maria Angela Costa quando o movimento se propõe a enfrentar a destruição das universidades e dos serviços públicos, e atende o chamado para fazer o movimento paredista, nossa greve é vitoriosa.

O coordenador geral Flávio Sereno relembrou também as vitórias locais da categoria, como a manutenção dos preços das refeições no Restaurante Universitário para os técnico-administrativos, estudantes, docentes e terceirizados pelo menos até o final de junho de 2018, dilatação do prazo de Flexibilização conforme o tempo da greve, inclusão dos trabalhadores com função gratificada (FGs) na flexibilização e a criação da comissão para propor os critérios de afastamento para qualificação e capacitação. Ele destacou também a força da categoria para barrar os projetos de desfiguração das carreiras. “Não perdemos a coragem de mobilizar, ir à luta e enfrentar o governo” diz.

Para a servidora Alana Gouveia, os técnico-admnistrativos tem um mês para se articular com outras universidades e outros setores, para fazer um enfrentamento ainda maior. “É preciso realizar no mínimo duas grandes assembleias em janeiro para acompanhar o governo e se preparar para um movimento em fevereiro bem fundamentado. Ano que vem temos copa do mundo e eleição, não podemos cruzar os braços”, afirma. Neste sentido, o Sintufejuf se propõe a articular com a associação dos Professores do Ensino Superior (APES), Diretório Central das Estudantes e dos Estudantes (DCE) e o Fórum Sindical e Popular assembleias e reuniões setoriais para mobilizar toda a população.

O coordenador do Sintufejuf Igor Coelho considera que apesar de todas as dificuldades da Federação em fazer o movimento sem as demais categorias do serviço público, foi possível enfrentar de maneira heroica os ataques do Governo.

 

Comando Nacional de Greve

A asssembleia contou com a presença do representante dos TAEs da UFJF no CNG Silvestre dos Santos, que fez o relato da atuação do comando em Brasília, com reuniões diárias, atos no aeroporto, rodoviária , ministérios e a realização do “sopão dos trabalhadores” no banquete contra a reforma da previdência, em frente a casa do Presidente da Câmara. Durante as manifestações, era entoado o grito de guerra aos parlamentares “se votar, não vai voltar”, para lembra-los que aqueles que forem a favor da Reforma, não serão eleitos na próxima eleição.