TAEs da UFJF participam de caravana em Brasília | SINTUFEJUF

TAEs da UFJF participam de caravana em Brasília

Mais uma vez o governo abusa das forças armadas para criminalizar as manifestações em Brasília. Com bombas de gás, balas de borracha e cavalaria, no dia 24 de maio, os militares não deixaram o povo que protestava contra Michel Temer e as reformas trabalhistas e previdenciárias chegar nem perto do Palácio do Planalto. O Ocupa Brasília teve a participação de mais de 120 mil caravaneiros, entre eles, os trabalhadores técnico-administrativos em educação da UFJF, além de docentes, estudantes e diversos outros representantes de entidades e movimentos sociais de Juiz de Fora.

Paralisados nos dias 23 e 24 de maio, os técnico-administrativos, antes de embarcarem para a capital, participaram de atividades locais. Às 10h30 da manhã do dia 23, os trabalhadores se dividiram entre os restaurantes universitário centro e campus, para a realização de um roletasso. Representantes da Apes e DCE também se juntaram ao movimento, distribuindo panfletos e dialogando com alunos e servidores que chegavam para o almoço. O ato ocorreu durante todo o funcionamento dos restaurantes, terminando às 14h. Enquanto isso, desde às 13h, outro grupo se manifestava no Museu de Artes Murilo Mendes, local marcado para o embarque dos caravaneiros às 15h. 

A viagem foi longa, as paradas para alimentação lotadas de caravaneiros de diversas partes do Brasil. O ônibus dos TAEs da UFJF chegou em Brasília por volta das 10h. A marcha, que estava agendada para as 14h, antecipou, saindo do Mané Garrincha, local da concentração, por volta de 12h. As 13h, os primeiros manifestantes se  aproximavam do Palácio do Planalto, porém foram surpreendidos por uma barreira de militares, gradís e cavalaria próximos ao Ministério da Justiça, impedindo completamente a aproximação do povo para manifestarem seu descontentamento com o governo Temer e as perdas de seus direitos trabalhistas.

Nos primeiros sinais de tumulto, os carros de som lembravam aos manifestantes presentes que o ato era pacífico, para não aceitarem as provocações dos policiais, e resistirem, com o objetivo de passarem a mensagem de insatisfação do povo brasileiro. No entanto, a partir do lançamento de sprays de pimenta e gás lacrimogenio sobre os manifestantes, sem qualquer distinção entre aqueles que praticavam vandalismo e aqueles que estavam presentes apenas para protestarem pacificamente, o ato começou a dispersar. Muitos manifestantes ainda não haviam se aproximado nem da rodoviária quando os primeiros carros de som, começaram a recuar e convidar os manifestantes para encerrarem o ato.

O ponto de encontro marcado para os técnico-administrativos ao final do ato, foi a Biblioteca Nacional. Dali foi possível perceber a polícia militar empurrando os manifestantes para a rodoviária. A ordem era recolher os ônibus, fechar o comércio, para lançar o gás. Helicópteros sobrevoavam a Esplanada dos Ministério atacando o povo por cima. Somente às 18h os caravaneiros do Sintufejuf estavam todos reunidos para encerrarem sua participação no ato daquele dia, se dirigindo ao ônibus que os levariam para o alojamento.