Informe de greve (30/06/15) | SINTUFEJUF

Informe de greve (30/06/15)

Informe de greve – SINTUFEJUF

 

Assembleia Geral de 30/06/2015

Pauta: greve

Hospital Universitário – Santa Catarina

 

Os técnico-administrativos se reuniram em assembleia no dia 30/06/2015, às 18h, no Hospital Universitário (Santa Catarina). Foi a primeira assembleia noturna do Sintufejuf, e aconteceu em caráter experimental. Obteve ampla participação da categoria. Compuseram a mesa os Coordenadores Gerais do Sintufejuf, Paulo Dimas de Castro e Lucas Simeão, o coordenador de Organização Política Sindical do Sintufejuf José Henrique Lopes e os  coordenadores da Fasubra Maria Angela Costa e Flávio Sereno.

A assembleia teve início com os informes sobre o baile do servidor e orientações para a caravana. Em seguida, Flávio Sereno leu o Informe de greve da Fasubra, com a avaliação feita pelo Comando Nacional da greve e análise da proposta do governo de 21,3% divididos em quatro anos.

O coordenador Paulo Dimas comentou a proposta alertando que ela é menor que a do ano passado e não leva em consideração a inflação. Segundo ele, não há ganho nenhum e nem correção do que já foi perdido pela categoria. O coordenador alerta que até o momento nenhum ponto de pauta da categoria foi atendido. Ele afirma que a greve está ainda mais forte em seu 32º dia.

Maria Ângela também comenta que a proposta está abaixo do que foi oferecido na última greve, sendo que a inflação tem disparado.

Para Flávio Sereno, aceitar a proposta é desconsiderar todas as perdas que a categoria teve e esquecer que a inflação deste ano foi de 9%, ou seja, maior do que o reajuste proposto.

Após a análise da proposta do governo, Paulo Dimas fez o relato sobre a última reunião com a reitoria, em que teve também a participação do diretor do HU, Dimas Augusto e Sérgio Paulo, em que teve como pauta o boato de fim da greve no hospital e o ponto eletrônico.

O coordenador do jurídico do Sintufejuf José Fanias Limas esclarece que foi colocado na reunião que os funcionários do HU são funcionários da universidade, e se não há ponto eletrônico nos outros setores, no HU não pode ser diferente. No entanto, ele afirma também que o que se reivindica não é a extensão do ponto para toda a categoria, mas a retirada do mesmo.

Desta forma, o que ficou acordado durante a greve é que apenas o ponto eletrônico referente ao APH vai continuar funcionando, uma vez que quem não bate ponto não recebe APH. Conforme estabelecido na reunião (haverá uma ata da mesma para garantir o acordo) os demais servidores não terão o ponto cortado durante a greve. Ou seja, a obrigatoriedade do ponto biométrico é exclusiva para APH.

Ele ressalta que para os terceirizados o ponto eletrônico está funcionando normalmente, eles já estão trabalhando. Segundo Fanias, existe uma confusão da administração da universidade e do HU em relação aos 30% de serviço e 30% de mão de obra, e que os hospitais estão garantindo os 30% de serviço.   

Lucas Simeão lembra que em assembleia realizada em abril o chefe do setor jurídico do HU, Sebastião Marsicano Júnior garantiu que faria consulta na procuradoria pela retirada do ponto eletrônico, o que ainda não aconteceu. A preocupação do sindicato é caso seja feito um encaminhamento ao Ministério Público, este coloque o ponto eletrônico como obrigatoriedade para toda a universidade. Lucas afirma que o discurso na reunião era de que o assunto estava em pauta apenas enquanto os trabalhadores ainda não estavam cedidos para a Ebserh, ou seja, após a cessão, não haverá mais discussão.

José Henrique fez um relato sobre a reunião daquela manhã de terça-feira, que era um complemento da reunião da véspera (29/06). Existia uma confusão entre a greve dos TAE´s e dos terceirizados. O MPF estava na verdade exigindo o retorno dos terceirizados, que recentemente também estavam em greve, mas que já haviam retomado ao trabalho.

A coordenadora Rosangela Frizzero ressalta que a greve continua forte, mas é preciso maior participação da categoria nas assembleias e no comando de greve, e não acreditar em qualquer boato que apareça. Qualquer dúvida a categoria deve se reportar ao Sintufejuf e ao comando de greve e não aceitar ameaças de direção nem de enfermeira-chefe.

Maria Ângela ressalta que a direção do HU decidiu sozinha que iria acabar com a greve e assim fez. Comunicaram à secretária de saúde que a greve havia acabado, e por isso foram enviados pacientes para internação. No entanto, a internação com os serviços funcionando a 30% é um risco e a direção deve se responsabilizar por isso.

Para esclarecer a confusão, Flávio relembra a fundação HU fez uma greve de 15 dias recentemente. Além disso, na última semana, houve um documento do MP que RECOMENDAVA o funcionamento de 30% de toda a universidade e 100% do HU. No entanto, entendemos que uma recomendação não é uma liminar, e, portanto, mantivemos o funcionamento do HU também em 30% conforme determina a lei. Conseguimos fechar esse acordo com a reitoria. Existe também um documento da AGU a partir de uma denúncia em relação ao lacre do ponto eletrônico. Flávio destaca que a retirada do ponto é pauta local de greve. Tudo isso foi discutido na reunião com a administração

José Henrique tranqüiliza a categoria afirmando que a ata da reunião é um documento para respaldar a decisão.

 

            A assembleia é encerrada pela mesa.

 

Diretoria Executiva do Sintufejuf