Assembleia Geral de 18/09/2015 | SINTUFEJUF

Assembleia Geral de 18/09/2015

Informe de greve – SINTUFEJUF

 

Assembleia Geral de 18/09/2015

Pauta: greve

Restaurante Universitário

 

Os servidores técnico-administrativos em educação da UFJF estiveram reunidos em assembleia as 9h do dia 18 de setembro de 2015 no Restaurante Universitário/Centro. A assembleia foi iniciada com um minuto de silêncio em respeito ao falecimento de Beatriz Soares, filha do servidor Marcílio Soares. A mesa foi composta pelo coordenador geral do Sintufejuf Paulo Dimas de Castro e os representantes do Comando Local de Greve, Heronides Meireles, Igor Coelho e Marcio Sá Fortes. Paulo Dimas abriu a assembleia dividindo a leitura dos últimos informes de greve da Fasubra com Heronides Meireles. Igor Coelho fez a leitura do ofício citado no informe, de 16/09, com a resposta do MPOG à Fasubra em relação às propostas. Com o fim da leitura, Paulo Dimas falou sobre as mudanças ocorridas nas propostas do governo. Sobre o reajuste previsto para janeiro de 2016, foi anunciado por dois ministros, em rede nacional, que sairia somente em agosto do mesmo ano. A Fasubra está negociando com o governo que seja pelo menos em abril. Segundo Paulo Dimas, embora a greve seja feita para ter avanços, desta vez foi anunciado o corte radical no abono de permanência na função. Desta forma, o Comando Local de Greve se reuniu com o jurídico do Sintufejuf e assim como a Fasubra está questionando a constitucionalidade desta redução no salario dos trabalhadores. Maria dos Remédios da Silva é a primeira a fazer a análise de conjuntura. Para ela, é preciso que cada servidor convoque os colegas de trabalho para aumentar a participação na assembleia, tendo em vista o momento crucial da categoria. O governo está propondo acabar com o abono permanência, e isso ainda depende do congresso. Portanto, é necessário repudiar esta atitude do governo, e dialogar com os deputados e senadores para que esta medida não seja aprovada. Márcio Sá Fortes pondera que a greve é longa e cansativa, por isso o esvaziamento da assembleia. No entanto, o momento é de buscar fortalecer a greve. Na última assembleia, ainda era esperada a resposta do governo em relação a contraproposta, e esta assembleia foi convocada na expectativa de ter uma definição. No entanto, como o documento do governo é dúbio, sinalizando em alguns pontos apenas possibilidades, sem certeza, não é possível assinar nenhum acordo. Além disso, o governo anunciou que o reajuste que seria em janeiro de 2016, será apenas em agosto, ou seja, são oito meses sem aumento. Para Paulo Edson, atacar o salário dos servidores, além de medida autoritária, é um desrespeito desonesto e equivocado, tendo em vista que o salário dos servidores acaba voltando para o sistema através de impostos. O servidor sugere que os gastos do governo sejam cortados das Olimpíadas, e não do bolso do trabalhador. O servidor explana também sua indignação com a construção do campus avançado de Governador Valadares, que segundo ele, não passou de politicagem do ex-presidente Lula. Não deveria ser construído um campus avançado, mas uma nova universidade federal no município. Igor Coelho também lembra que a assembleia foi marcada com o intuito de analisar a resposta do governo, e infelizmente a categoria se depara com um “pacote de maldades” que ataca a carreira. A reunião com o MPOG aconteceu graças a ocupação no MEC para tentar dialogar com um governo que não estava honrando o que havia prometido dias antes. Segundo ele, é preciso ficar atento, pois os benefícios citados na reunião como mantidos, não constam no documento . Paulo Dimas faz uma alerta sobre a consequente falta de mão de obra na universidade que poderá ser causada pelo corte no abono permanência, pois segundo ele, quem recebe abono permanecia vai acabar apósentando, e como não vai ter concurso público, e os terceirizados sem pagamento, vai faltar trabalhador no quadro da universidade. Heronides Meireles destaca que na reunião do MPOG e MEC, até mesmo Sérgio Mendonça reconheceu que o governo atropelou o processo negocial. Ou seja, o próprio governo não tem entendimento entre eles. Neste momento, o CNG precisa olhar a conjuntura nacional e internacional e avaliar se o melhor é sair sem nada desta greve, uma vez que a cada reunião, o governo corta algum item. É importante construir de fato um acordo com o governo, pois até o momento, não é possível dizer que o governo está quebrando acordo, se nada foi assinado, houve sim, um atropelo no processo negocial. Rogério Silva, coordenador do Sintufejuf, explica que as reuniões têm sido realizadas com os secretários dos ministros, e questiona onde está o aval do ministro nesta negociação. O que ocorre é uma enrolação, pois o secretário não tem poder de negociação. O coordenador afirma que além da pauta nacional, a categoria não deve esquecer da pauta local, como as 30h, que o governo delegou para o reitor. Ao final da análise de conjuntura, a assembleia votou e aprovou por unanimidade os seguintes encaminhamentos: Repudiar os ataques do governo com medidas que prejudicam o servidor técnico-administrativo em educação das instituições federais de ensino. Realizar ações democráticas buscando apoio nos gabinetes de deputados e senadores em cada estado. A assembleia é encerrada pela mesa.

 

Diretoria Executiva do Sintufejuf