Assembleia Geral de 08/09/2015 | SINTUFEJUF

Assembleia Geral de 08/09/2015

 

Assembleia Geral de 08/09/2015

Pauta: greve

Restaurante Universitário

 

Os servidores técnico-administrativos em educação da UFJF estiveram reunidos em assembleia as 9h do dia 08 de setembro de 2015 no Restaurante Universitário/Centro. A assembleia foi iniciada com um minuto de silêncio em respeito ao falecimento do servidor Paulo Roberto Fernandes de Souza (Camelô) e de Alice Ferreira da Costa, mãe da servidora Maria Angela Costa. A mesa foi composta pelo coordenador geral do Sintufejuf Paulo Dimas de Castro o representante da Fasubra Flávio Sereno, e os representantes do Comando Local de Greve, Heronides Meireles e Patrícia Mafra. Paulo Dimas abriu a assembleia informando sobre a reunião de negociação com o MEC ocorrida no dia 04 de setembro, quando foi apresentada uma nova proposta, desta vez em dois anos. O coordenador passou o documento da Fasubra para ser lido por Flávio Sereno. Paulo Dimas ressaltou que a proposta apresenta 27 itens que foram discutidos pelo Comando Nacional de Greve, em Brasília. Ele acrescentou que a mesa tem a proposta de fazer um ato local no dia 10/09, quinta-feira, quando será realizada a reunião com o governo. Em seguida, a mesa tirou as dúvidas da categoria em relação as duas propostas, do governo e da Fasubra. Flávio Sereno ressaltou que o prazo de negociação está aberto, não termina mais na sexta-feira, dia 11. Após o esclarecimento das dúvidas apresentadas, a mesa abriu espaço para debater as propostas. A servidora Gisele Caniato defendeu que, devido a crise nacional, era melhor aceitar a proposta do governo, pois dificilmente a do comando passaria na negociação. Para Antônio Dias, a crise nacional não deve ser descontada na classe trabalhadores, aceitar 5% é aceitar perder 4% de renda real, ou seja, aceitar a redução de salário. Rogério da Silva afirma que a Fasubra apresentou uma contraproposta tardia, apenas no momento derradeiro. Com isso, caso o governo não aceite a contraproposta, a categoria deverá aceitar os 5,5% e 5%, tendo em vista que, em 2010 a base não ganhou nada. Não deve rejeitar a proposta do governo, mas sinalizar a proposta da Fasubra, que é legítima. Heronides Meireles destaca que dos 26 pontos da pauta da Fasubra, 12 foram acatados, pois não geram impactos financeiro, 10 estão na dependência de aprovação de outros ministérios, e 4 foram negados. Existe uma vitória do movimento de mudar o reajuste de 4 para 2 anos, com isso, Heronides afirmar ter preocupação de não aceitar a proposta e perder o que foi garantido até o momento. Portanto, deve ser construída uma estratégia que a categoria não fique sem nada, mantenha a proposta do CNG, mas sem abrir mão dos ganhos significativos obtidos. Igor Coelho ressalta a fala de Antônio Dias, que aceitar a proposta do governo é aceitar 4,5% de perdas no salário. Para ele, colocar para o governo que se a proposta da Fasubra não for acatada, a categoria aceita os 10,8%, o governo não vai querer acatar a contraproposta. Para ele, não se pode ser ingênuo de acreditar que o governo vai negociar nos próximos dois anos. Segundo Paulo Dimas, o governo enrolou para apresentar uma proposta. Em governos passados, como FHC, durante 8 anos a Fasubra não aceitou o reajuste em torno de 3, 4 e 5%, e com isso, os servidores ficaram 8 anos sem reajuste. A proposta de 9,5% é boa, mas, para ele, a categoria não pode dizer que é essa proposta ou nada, senão não terá nada. Para Patrícia Mafra, 21% em 4 anos não é proposta decente. É importante refletir, pois a mídia deixa parecer que a culpa da greve é dos grevistas, e não do descaso governo. É preciso colocar que a proposta é insuficiente, e junto a isso, fazer atos no Brasil inteiro. Leda Faria ressalta que a Fasubra representa a base, e que todas as decisões foram tomadas a partir de consultas em assembleias. A Fasubra vai defender o que a maioria aprovar, contabilizar as posições. O momento é de negociação, 5,5% não cobre as perdas que a categoria teve, e portanto, não se pode abrir mão por qualquer argumento. Paulo Edson afirma que conforme a constituição, a negociação salarial deve ser feita ano a ano, e portanto, não se pode abrir mão disso. Outro ponto destacado pela assembleia foi em relação a database. A Fasubra deve dar ênfase neste ponto de pauta. Ao final do debate, a mesa colocou em votação e foi aprovada a autorização para a Fasubra apresentar a contraproposta para o governo, conforme discutida em assembleia (Índice para não ampliar as perdas: 9,5% em 2016 + 5,5% em 2017 _ com clausula de revisão em 2016 caso a previsão do índice instituído pelo governo para garantir a revisão em 2017 ultrapasse 5,5% _ Step: 0,1% em 2016 + 0,1% em 2017. No entanto, também foram aprovados os seguintes adendos:

  • A base de Juiz de Fora autoriza a negociação da contraproposta do CNG.

  • Acrescenta que a categoria não aceita que os servidores que estão em estágio probatório, e aderiram a greve, sejam prejudicados na avaliação.

  • Deixa claro que, mesmo que se feche um acordo, a categoria não abre mão da reposição das perdas dos anos anteriores, podendo estas retomarem em discussões posteriores.

  • Em relação ao ato do dia 10, quinta-feira, ficou aprovada a aferição de glicemia e distribuição de bolo para a população em descomemoração aos mais de 100 dias de greve;

  • Uma nova assembleia agendada para o dia 14/09 às 14h no RU – Centro

  • Prorrogação de mandato de delegado: Foi decidido que a Delegada do Comando Local de Greve/Sintufejuf, Rosangela Márcia Frizzero, permanecerá no Comando Nacional até o dia 14/09/2015.

Antes de terminar a assembleia, Flavio Sereno fez os informes sobra o ato realizado no dia 03 de setembro e a reunião com a reitoria arrancada na data. Segundo ele, foram mais de 30 dias de tentativas para marcar reunião. O ato marcou os 100 dias de greve. Os técnico-administrativos fecharam a reitoria da UFJF desde as 6h da manhã e exigiram uma reunião com o reitor para negociação da pauta local. No dia 27 de agosto, os servidores já haviam protocolado um ofício solicitando uma reunião urgente, no entanto, foi necessária a ocupação do prédio para obter uma resposta da reitoria. Após 8 horas de espera, os servidores, juntamente com estudantes e o presidente da Apes, Joacir Melo, foram recebidos pelo reitor Júlio Chebli. Na reunião, foi discutida toda a pauta local. A maioria dos itens já foi negociada, mas o Proquali segue agarrado. Segundo Flávio, o reitor afirmou que o limite financeiro para o cumprimento do programa ainda não foi liberado, embora a verba já tenha sido autorizada pelo governo. Os demais pontos seguem em negociação mesmo ao final da greve, os prazos deverão ser estabelecidos para isto, e portanto, existe a necessidade de debater a elaboração de um documento. Para finalizar, Heronides chama atenção para a situação dos terceirizados, que não estão recebendo vale-alimentação e nem vale-transporte. Paulo Dimas informa que a próxima assembleia acontece na segunda-feira, às 14h no restaurante universitário. A assembleia é encerrada pela mesa.

 

Diretoria Executiva do Sintufejuf